Devocionais
Guardando o Coração
Guardando o coração e a mente - Filipenses 4: 2 a 9
Somos seres altamente emocionais, e quantos erros cometemos agindo emocionalmente, quantas palavras ditas da maneira e no momento errado, quantas atitudes impensadas, quantas vezes temos todos os motivos do mundo para achar justificável permitir que nosso coração transborde de ressentimento, mágoa e ódio norteando nossas atitudes; por outro lado quantos outros erros não cometemos parecendo estar em um estado de embrutecimento irracional (sl. 73.22), quantas vezes temos a razão embevecida na loucura e embrutecida pela incoerência sem permitir que façamos o que seja mais sensato. Nossa mente e coração são, sem dúvida alguma, alvos óbvios nos embates que travamos cotidianamente (Sl 64.6), por isso a palavra nos orienta a guardar o coração porque dele procedem as fontes da vida (pv. 4.23).
Foi com esta intenção, a de ensinar a proteger o coração e a mente, que o apóstolo Paulo escreveu uma de suas recomendações a igreja em filipos, parecia estar havendo um grande atrito entre duas mulheres de vida muito relevante no meio daquela igreja, a ponto de ser necessária a intervenção do apóstolo pedindo a essas amadas que restaurassem a harmonia diante do Senhor (vv. 2) obedecendo a algumas orientações que ele passa a lhes dar, vejamos:
A primeira recomendação é pela alegria (vv 4), o apóstolo insiste em uma tal "alegria no Senhor" falando nela duas vezes no mesmo versículo, parece-nos impossível estarmos alegres em momentos difíceis, mas alegrar-se no Senhor significa fazer dele toda a fonte de alegria, buscar nele os motivos para voltar a sorrir, encontrar nele o bálsamo necessário para minimizar tudo o que seja barreira para enxergar novas possibilidades.
A segunda diz respeito a amabilidade (vv 5) como um testemunho e pregação, é uma recomendação de que não nos curvemos diante de nossa natureza carnal e vivamos o maior de todos os mandamentos que é amar ao próximo(lembre-se do samaritano, rs.) como Jesus nos amou.
A terceira recomendação diz respeito a fé e nos faz lembrar quem é aquele em quem devemos confiar que cuida e governa todas as coisas, e a quem devemos apresentar nossas queixas e necessidades sem permitir que elas se transformem em ansiedade perturbadora da vida e roubadora da fé (vv6).
A quarta é um desafio a estar em paz mesmo em tempos de guerra (Sl. 23.5), permitindo que a paz de Deus, que é maior do que nossa consciência ou entendimento se posicione como um "segurança" de nossos corações e mentes (vv7).
A quinta recomendação diz respeito a pôr um filtro em minha mente, policiando os pensamentos que transitam por ela e só permitindo fluir o que seja verdadeiro, nobre, correto, puro, amável, de boa fama, excelente ou digno de elogio, e extirpando de lá tudo o que não se chama Deus (vv.8).
A última recomendação é um convite a prática do ensino, porque sem ela nossos corações e mentes, cheios de informação sem contudo praticar o que sabem, nunca serão realmente transformados nos fazendo andar em círculos revivendo os mesmo dilemas ano após ano(vv.9).
Eu sei que nada disso é fácil, sei porque estou vivo e também tenho um coração e uma mente frequentemente bombardeados pelas astutas ciladas do diabo, mas também sei que tudo depende do quanto quero ver o caráter de Cristo em mim a ponto de renunciar a mim mesmo a fim de que seu nome seja glorificado.
Em Cristo, que cresce a medida que diminuo,
Alexandre Itaboraí Pr.