Estudos Bíblicos


Andar na Luz

"Vós sois a luz do mundo. ..." (Mt 5.14,16) "Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros do mundo" (Fp 2.15).

Introdução
A igreja tem sido ludibriada em um ponto vital: O fato de ser corpo, onde um depende do outro. Satanás tem subtraído isto da igreja! Substituiu o fato e a verdade de que somos membros uns dos outros, pelo sofisma de que cada um de nós é um "salvo". (eu sou, tu és, ele é - então, nós somos salvos), e como salvos que somos, como bons cristãos que somos, devemos amar, buscar e servir uns aos outros. Mas isto não é verdade? Sim, é verdade! E qual o sofisma então? É que aquilo que é uma verdade imutável e fruto da condição inalterável da igreja de ser corpo, passa a ser um dever cristão quer podemos cumprir em maior ou menor escala.
Isto trás reflexos diretos e decisivos sobre a minha postura perante a igreja. Porque se eu creio que sou apenas mais um salvo, minha vida diz respeito só a Deus, meus pecados e erros ferem só a Deus, e minha confissão deve ser feita só a Deus.
Se, porém, eu entendo que fui batizado, enxertado em um corpo (1 Co12:12,13,14,26,27), eu vou saber que a minha vida diz respeito à igreja que é o corpo de Cristo. Os meus pecados desonram a igreja e a minha confissão dever ser feita diretamente a igreja (1 Co 10:16,17;11:29).
Eu não estou só! Eu sou corpo! (1Co 12.14; Rm 12.5). A vida que tenho em Cristo é a vida da igreja, o Espírito que habita em mim é o Espírito que está na igreja. "Pois, em só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo ... E a todos nós foi dado beber de um só Espírito" (1Co 12.13). Eu sou enxertado no corpo de Cristo e posso beber do Espírito Santo. Aleluia! O Espírito Santo na igreja é como o sangue no corpo humano: leva a mesma vida a todos os membros, está em todos os membros, mas não é propriedade particular de nenhum deles. Está no corpo. Se algum membro é desligado do corpo, morre e apodrece, porque perde a vida da qual era participante enquanto no corpo. O corpo, contudo, continua vivo (Ef 4.30; 1Ts 5.19; Hb 6.4-6). É assim na vida natural como é na espiritual. Somos corpo (1Co 12.27) e não temos como nos ocultar dele - "Para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membro, com igual cuidado, em favor uns dos outros. De maneira que se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam" (1Co 12.25-26). Assim, se estamos bem o corpo sabe, se estamos mal o corpo também sabe.
Isto pode parecer muito abstrato. Como acontece na prática? O entendimento de que sou corpo e que dependo do mesmo, impede-me, proíbe-me de ocultar-me dele. A minha consciência leva-me a andar na luz, no temor do Senhor.
Vejamos, então, o que diz a Palavra sobre a necessidade de nos fazer conhecidos à igreja, ou seja, andar na luz.

1. Andar na Luz
"Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo pecado."
"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". (1Jo 1.5-9). "E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto o só referir é vergonha. Mas todas as cousas quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz." (Ef 5.8-14).
"Pois todo aquele que pratica o mal, aborrece a luz e não se chega para luz, a fim de não serem argüidas as sua obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus" (Jo 3.19-21).
Os textos falam sobre confessar, revelar o que está oculto, escondido nas sombras, escondido nas sombras, ou seja, manifestar. Andar na luz, portanto, é tornar-se manifesto., conhecido, mostrar-se tal como é, sem capa nem máscara. Não é algo místico, subjetivo e sem expressão prática do tipo: "Estou na bênção" ou "Estou na graça". Não. Andar na luz, envolve decisão e confissão: exposição voluntária. É permitir que saibam o que eu fui e o que sou. O que fiz e o que faço. Não ter nada escondido na minha vida. No momento que ando na luz, a luz revela quem sou. Se estou em trevas não sabem quem sou e como estou, nem eu conheço a mim mesmo.
Jesus nada disse em oculto (Jo 18.20). Se somos discípulos de Cristo temos que ser iguais a Ele (1Jo 2.6). Todo verdadeiro discípulo de Jesus tem que ser capaz de dizer tudo o que tenha feito e dito na vida, para se tornar conhecido. "Quem procura esconder (ocultar, encobrir, deixar nas trevas) seus pecados será sempre um fracasso. Quem confessa (revela, manifesta) e abandona será perdoado" (Pv 28.13, Bíblia Viva; compare 2Tm 3.7).
Duas perguntas são necessárias: 1) De quem esconder? 2) A quem confessar? A resposta que traduz a prática da grande maioria da Igreja é: esconde de Deus e confessa a Deus. Será que Deus precisa realmente que lhe revelemos alguma coisa? Será que existe alguma coisa? Será que existe alguma coisa que Ele não sabe? Vejamos:

Jr 16.17 Ninguém se esconde de Deus.

Sl 90.8 Os pecados ocultos sob os olhos de Deus.

Pv 15.11 Os corações descobertos aos olhos de Deus.

Jr 17.9-10 Deus prova os corações e os pensamentos.

Sl 44.21 Deus conhece os segredos dos corações.

Sl 139.1-12,23 Deus perscruta todo o homem.

Dn 2.22 Deus revela o escondido.

Hb 4.13 Tudo está patente aos seus olhos.

Pv 20.27 O espírito do homem é a lâmpada do Senhor a qual esquadrinha todo o mais íntimo do coração.

Is 29.15-16 Aí dos que se escondem do Senhor.

1Co 4.5 Ele julgará os desejos do coração.

Mc 4.22 Tudo será revelado.

Rm 2.16 Os segredos dos homens serão julgados.

Pv 28.13 De quem encobre? A quem confessar?

DEUS NÃO PRECISA DE QUE LHE CONFESSEMOS (REVELEMOS OU MANIFESTEMOS) NADA. REQUER UM CORAÇÃO COMPUNGIDO E UM ESPÍRITO QUEBRANTADO, OU SEJA, ARREPENDIDO. (Jr 3.13,22; Os 5.14-15; 6.1-3)

Foi isto que aconteceu no Éden: Deus viu e sofreu com a desobediência do homem. Mas o homem precisava manifestar-se voluntariamente, por isso as perguntas: Onde estás? - Deus não estava vendo? Quem te fez saber? - Deus não assistiu? Comeste da fruta? - Deus não sabia?
Sim, Deus testemunhou tudo, mas com isto Ele introduzia um princípio de cura para o coração culpado (Gn 3.8-11 x Pv 21.8). O sentimento de culpa esmaga a consciência e transtorna o caminho do homem (2Co 2.5-11; Lc 22.61-62). A isto chama-se de má consciência. Os que insistem nisso, agindo contra a própria consciência e mantendo-se em oculto, tornam-se hipócritas e terminam naufragando na fé (1 Tm 1.5,19;3.9; Hb 12.16-17), além de sofrer o juízo de Deus (Hb 10.22,26-31).
É impossível escapar das conseqüências do pecado (Gl 6.7-8). Se os confessamos, obtemos perdão e graça. Ainda que soframos as conseqüências escapamos da condenação (2Sm 12.13 x 2Sm 12.9-12,14; Pv 28.13). Se os encobrimos levaremos uma vida de tormento e por fim seremos alcançados pelas conseqüências. Confira: "o vosso pecado vos há de achar". (Nm 32.23) com "... achou Deus a nossa iniquidade"(Gn 44.16; Gn 42.21-22).
Fica claro que não é a Deus mas aos homens que temos de manifestar nossa vida (2Co 1:12; 4.2; 8.21) e confessar nossos pecados (1Jo 1.7) para mantermos a comunhão e recebermos a purificação pelo sangue de Jesus. Se mostro minha sujeira, sou purificado. Se a escondo, permaneço imundo. Sempre que há pecado há abertura para satanás naquela vida. Tudo aquilo que permanecer em trevas será domínio do diabo (1Jo 1.5,6,8).
Há duas razões principais, que na verdade são sofismas, que impedem esta prática na igreja evangélica: 1º Contrariar os católicos, mesmo que isto implique em rejeitar verdades bíblicas. É preciso lembrar que Deus não é protestante e que a igreja não começou com Lutero. 2º Não confiar no homem (Jr 17.5) falsa objeção. O confiar, neste texto, diz respeito a depender do homem e se apartar do Senhor. Eu tenho que me relacionar com meus irmãos em uma disposição de confiança e segurança. "Preferindo-vos em honra uns aos outros (Rm 12.10). Sem confiança não há comunhão. E, se alguém trai esta confiança, o prejuízo não é de quem confia, mas de quem trai. Veja Jesus e Judas e seus irmãos.
MOTIVO REAL: "Se, como Adão encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu selo; PORQUE eu temia a grande multidão e desprezo das famílias me apavorava, DE SORTE que me calei e não saí da porta" Jó 31.33-34.
Desde Adão até hoje a preservação da imagem é o verdadeiro motivo para ocultar as nossas falhas e pecados.v

2. Qual a prática bíblica?
NO VELHO TESTAMENTO:
Nm 5.7; Lv 6.2-4 Confissão e restituição.

Js 7.19-20 Deus revelou o culpado, mas exigiu confissão.

Jó 33.27 Mostra um costume da antigüidade.

NO NOVO TESTAMENTO:

Lc 19.1-10 e At 19.18-19 Confissão por novos convertidos.

Mt 18.15-18 e Tg 5.16 A prática na igreja.

1 Tm 5.19-21 Os líderes.

Só a confissão com arrependimento pode produzir cura e perdão. Quando ocultamos nossos pecados, buscamos justiça própria (há até que faça penitência: jejua, ora, faz vigília) Deus rejeita (Is 64.6; 43.24-26). Nossa justiça é Cristo (1Co 1.30-31; 1Jo 1.7-9; Rm 10.4; 5.8-11; 2Co 5.21; Is 53.5-6). Aleluia!
A igreja é o corpo de Cristo e Ele nada faz fora dela.
E PÔS TODAS AS COISAS DEBAIXO DOS SEUS PÉS E, PARA SER O CABEÇA SOBVRE TODAS AS COISAS, O DEU A IGREJA, A QUAL É O SEU CORPO, A PLENITUDE DAQUELE QUE A TUDO ENCHE EM TODAS AS COISAS."(Ef 1.22-23).
RESTAURAÇÃO DA VERDADE
Introdução:
Qualquer movimento de "renovação" ou de "restauração" não tem sua origem numa reforma teológica mas sim, na soberana ação do Espírito Santo. A base de qualquer reforma são os ensinos de Jesus, dos apóstolos e a vida da igreja do começo.
A ação do Espírito Santo tem produzido mudanças significativas na vida da igreja de hoje. Por séculos a igreja se desviou da verdade e, nestes últimos anos vem se acelerando a restauração da verdade produzindo uma igreja santa, pura e sem mácula. A igreja que Jesus virá buscar.
A teologia, a forma de culto os métodos usados e a própria estrutura da igreja devem ser instrumentos que ajudem a atingir o propósito de Deus. Eles não são o "fim", mas o "meio". O que importa realmente é a mudança na vida daqueles que buscam a Deus o seu propósito.
Nossa alegria não é ter uma teologia correta ou métodos eficazes, mas sim ver homens e mulheres cheios do Espírito Santo, submissos, consagrados ao Senhor, generosos, humildes, santos; ver famílias em harmonia, paz, amor, sujeição, respeito, carinho; ver crescer um povo de Deus que canta, louva, ora, jejua, serve, testifica, ama, perdoa, cresce, multiplica-se e se parece com Jesus.
Muitas mudanças têm ocorrido nestes últimos anos no que se refere à forma TRADICIONAL EVANGÉLICA de crer, cultuar, trabalhar e viver.
Existe um grande contraste entre TRADIÇÃO (conceitos abraçados pela igreja que são subtrações, distorções e invenções humanas) e a VERDADE REVELADA que é pura e simples.
Vamos; tratar aqui dos aspectos mais importantes em quatro partes:
1ª parte: EVANGELHO DO REINO

2ª parte: PROPÓSITO ETERNO DE DEUS;

3ª parte: BATISMO, CONFISSÃO DE PECADOS, DONS ESPIRITUAIS,DOUTRINA, CEIA DO SENHOR;

4ª parte: IGREJA, MINISTÉRIO, PASTOREIO, EDIFICAÇÃO, UNIDADE.

1ª Parte:
A TRADIÇÃO
Evangelho das ofertas:
a) A pregação de todas as promessas e bênçãos de Deus sem as demandas (as exigências e condições) do reino colocadas por Jesus.
- 5º Evangelho segundo os santos evangelhos: somente os textos sublinhados.
Exemplo: Lc 12.32
Lc 12.33 / Mt 11.28 / Mt 11.29
b) O homem e a felicidade do homem é o centro da mensagem. O evangelho das ofertas impõe condições à Deus para servi-lo.
A REVELAÇÃO
Evangelho do Reino:
a) Existem promessas, mas também existem condições, exigências. Crer sem obedecer é ter uma fé morta, inoperante: vinde a mim não tem valor sem tomai o meu jugo.

Exemplo Mt 4.23 / Mt 9.35 / At 28.31 / Lc 14.33(ver: o jovem rico) /Mc 8.34-36
b) Jesus, sua vontade, sua autoridade e seu reino é o centro da mensagem. O homem deve buscar a Deus e sua vontade. A felicidade é um subproduto (uma conseqüência) Rm 12.1-2.
"O desejo egoístico de felicidade é tão pecaminoso como qualquer outro desejo egoísta. Sua raiz está na carne, que jamais pode ter crédito diante de Deus.
"As pessoas estão cada vez mais desculpando toda sorte de pecados baseadas em questões" "apenas procurando um pouco de felicidade".
"Quase todos os livros e filmes populares presumem que a felicidade pessoal é o legítimo fim da dramática luta humana.
"Também se sente o efeito deste pensamento no meio do povo de Deus. Com demasiada freqüência o evangelho é apresentado como um meio para felicidade, para paz mental ou para a segurança. Existe até os que usam a bíblia para "relaxar", como se ela fosse um entorpecente.
"Até que ponto isto tudo está errado, descobriremos facilmente com a leitura completa do novo testamento. Ali a ênfase não é a felicidade, mas a santidade. Deus está mais interessado no estado do coração do homem do que no estado dos seus sentimentos. É claro que a vontade de Deus dá felicidade final aos que lhe obedecem, mas a questão mais importante não é o quanto somos felizes, mas o quanto santos somos.
"Infantil clamor por felicidade, pode se tornar uma verdadeira armadilha. Uma pessoa pode enganar-se facilmente cultivando certa alegria religiosa, sem uma vida reta correspondente. Ninguém deve desejar ser feliz, se não desejar ao mesmo tempo ser santo. Deve gastar os seus esforços procurando conhecer e fazer a vontade de Deus, deixando com Cristo a questão de quanto feliz será" (A . W. Tozer - DE DEUS E O HOMEM, Editora Mundo Cristão, 1981).
c) Deus não é Senhor é um servo a serviço do homem
d) Condição para ser salvo: aceitar a Jesus Cristo como seu salvador.
e) Conversão sem compromisso.
f) Consagração (dedicação total da vida a Deus) é um passo opcional e progressivo depois da conversão.
g) O Reino é no futuro, na 2º vinda de Cristo
h) O reino é no céu.
3ª Parte
A TRADIÇÃO
1. BATISMO: Não passa de um símbolo. Não é necessário para perdão dos pecados. É um passo de obediência, um testemunho público da fé.
2. CONFISSÃO DE PECADOS: Deve-se confessar os pecados somente a Deus.
3. DONS ESPIRITUAIS:
A Grupo Tradicional: onde dons e carismas sobrenaturais terminaram no tempo dos apóstolos.
B Grupo Pentecostal: aceitam, porém têm conceitos místicos.
a) Substituem a palavra pelo dom. Ex.: aceitam mais a profecia do que a palavra revelada.
b) O dom é prova de espiritualidade, está acima da santidade.
c) O dom substitui as autoridades delegadas na igreja.
d) Os dons são usados como atrativo para os incrédulos.

4ª Parte:
A TRADIÇÃO
1. IGREJA: É a denominação sectária e o local de reuniões: - "Minha igreja..."
"Vou à igreja..."
2. MINISTÉRIO: É o serviço de alguns especialistas muito bem preparados em seminários.
3. PASTOREIO: Pastor solitário e um "faz-tudo".

4. EDIFICAÇÃO:
· em grandes reuniões e nos templos;
· pulpitocentrismo;
· sermões elaborados;
· reunionismo.

5. UNIDADE:
· Mística
· Invisível
· Universal

c) Deus é Senhor e nós somos os servos.
d) Condição para sermos salvo: submeter ao senhorio de Cristo. Hb. 5.9; At. 2.38; Mt.7.21-23.
e) Conversão com as condições para ser um discípulo. Lc. 14.26,27.
f) Consagração é conversão, conversão é consagração Lc 9.57-62.
g) O Reino é presente e futuro. Cl. 1.13.
h) O reino é o governo de Deus em nossas vidas: AQUI E AGORA Mt. 6.10.

A REVELAÇÃO
1. BATISMO: É a realidade na nossa vida. É o ato pelo qual, pela fé, somos colocados em Cristo Jesus. Nesse momento opera-se a salvação e o perdão dos pecados (At. 2.38; Mc 16.16; Cl 2.12,1).
2. CONFISSÃO DE PECADOS: É o "Andar na luz" (1Jo 1.7-9) e há mandamento específico para se confessar os pecados uns aos outros (Tg. 5.16).
3. DONS ESPIRITUAIS: Os dons são complementos da Palavra. A Palavra de Deus é absoluta e inquestionável.
a) Os dons devem ser julgados (1Co 14.29; 1 Ts 5.20,21).
b) Pode-se ter muitos dons e ser carnal (Mt 7.21,22; 1Co 3.1; 1Co 13.1-13).
c) Deus não governa através da manifestação dos dons, mas sim pelos ministérios e autoridades delegadas 1Co 12.28).
d) Jesus não usava os dons como atrativo. Ele pedia que não contassem a ninguém. Da multidão que foi curada por Jesus só sobrou 120 pessoas

4. CEIA DO SENHOR: O sinal exterior (pão, vinho) quando recebidos pela fé tornam-se realidades na nossa vida (Jo 6.53-57).

5. DOUTRINA: São orientações práticas para a vida diária de um discípulo (Tt 2.1; Mt 7.28,29).

A REVELAÇÃO
1. IGREJA: Ef 1.22-23 - A igreja é o corpo vivo de Cristo - é uma só. A igreja da localidade é formada por todos aqueles que são submissos ao Senhor.
2. MINISTÉRIO: Todos os santos são sacerdotes. Todos têm ministério na casa do Senhor (1Pe 2.9; Ef 4:12).
3. PASTOREIO: Um corpo de presbíteros (At 20.17; Tt 1.5; At 13.1).
4. EDIFICAÇÃO:
· Nas casas (Rm 16.10-11, 14-15; At 20.20; 1Co 16.15,19; Fp 4.22; Cl 4.15).
· Nos relacionamentos das juntas e ligamentos (Ef 4.15-16).
5. UNIDADE: (Jo 17.21)
· Prática
· Visível
· Na localidade.
Conclusão: Todos os bons movimentos de Renovação ou restauração originaram de uma volta a um ponto comum: a igreja primitiva, os ensinos de Cristo e dos Apóstolos.
O problema se origina quando um desses movimentos, depois de uma trajetória, não segue buscando a origem do cristianismo para sua orientação futura, mas sim a sua origem particular. A maioria das denominações ficam mais fieis à sua doutrina denominacional do que a doutrina apostólica.
Para não cair no "sectarismo", devemos recorrer permanentemente à nossa origem: CRISTO E OS APÓSTOLOS. Não devemos ser fiéis a restauração, mas ao SENHOR JESUS.
OS DONS ESPIRITUAIS
Introdução: Os capítulos 12,13 e 14 de 1Co., devem ser lidos como uma unidade, a respeito dos dons espirituais. O capítulo 12 fala do que não devemos ignorar, portanto fala do que devemos saber. O capítulo 13 fala da motivação que devemos ter, ou seja o que deve me mover. O capítulo 14 fala de como devemos agir, ou seja, de como devemos fazer.
I. O que devemos saber:
1. Existem duas palavras importantes aqui, Dons e Manifestações.
A palavra dom acentua um coisa importante: ninguém merece os dons pois são presentes, dádivas de Deus, independente de nós.
A palavra manifestação acentua que os dons se tornam visíveis nos cristãos. Esta palavra também acentua que os dons não são nossos. Eles são manifestações do Espírito Santo, através de nós.
Elas nos previnem de dois erros: 1) Orgulho, e 2) Estagnação.
2. Os dons podem ser agrupados da seguinte forma:
a) Dons inspiracionais (ou dons de falar):
Línguas
Interpretação de línguas
Profecia
b) Dons de poder (ou dons de fazer):
Dons de curar
Operação de milagres

c) Dons de revelação (ou dons de saber):
Discernimento de espíritos
Palavra de sabedoria
Palavra de conhecimento
3) Falemos um pouco sobre cada um:
A . LÍNGUAS: Existem dois modos de manifestar-se: 1) Para edificação pessoal (1Co 14.2); 2) Para edificação da igreja, acompanhada de interpretação (1Co 12.10, 14.27-28).
O dom de línguas só tem uma direção: o homem falando para Deus.
B. INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS: A primeira coisa que devemos entender é que interpretar não é traduzir é dar o significado do que foi dito.
Se falar em línguas é falar a Deus, a interpretação sempre será no mesmo sentido.
C. PROFECIA: Elas existem para edificar, exortar e consolar o povo de Deus (1Co 14.3). A predição do futuro não é o conteúdo principal das profecias, é apenas um elemento ocasional.
D. DONS DE CURAR: É a graça de Deus para curar sobrenaturalmente as enfermidades, sem os meios naturais. Não estamos negando, com isto, a validade e a eficácia da medicina. Porque fala dons de curar no plural? Porque os males são de muitos tipos.
Imposição de mãos: Mc 6.5; Lc 4.40; 13.13; At 28.8.
Unção com óleo: Tg 5.14; Mc 6.13.
Confissão: Tg 5.15-16; Jo 5.15.
E. OPERAÇÃO DE MILAGRES: São acontecimentos que parecem ultrapassar ou contradizer as leis da natureza. Estas leis são o modo comum e normal de Deus de fazer as coisa. Ex.: "Alice no país das maravilhas". Deus conserva tudo assim para nossa conveniência (Mt 15.32; At 2.38-40).
F. FÉ: Existe a fé natural e a sobrenatural. A fé sobrenatural tem três tipos:
A fé que salva: Hb 11.6; At 16.31; Ef 2.8-9; Rm 10.17.
A fé como fruto do Espírito Santo: Gl 5.22; Rm 1.17
. A fé como dom do Espírito Santo: 1Co 12.9.
G. DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS: Este dom nos capacita a saber imediatamente o que está motivando uma pessoa ou uma situação. Ex.: At 16.16; Jo 1.47; Mt 16.15-23; Lc 9.54.
H. A PALAVRA DE SABEDORIA: É a aplicação sobrenatural do conhecimento. É saber o que fazer com o conhecimento natural ou sobrenatural que Deus te dá, ou seja, é um julgamento adequado para a ação. A palavra de conhecimento revela a informação, mas a palavra de sabedoria diz como aplicar a informação. Ex.: Mt 21.24; 22.20-22; Jo 8.7; Mc 3.4.
I. PALAVRA DE CONHECIMENTO: Através do conhecimento Deus revela a informação de atos, situações e pensamentos. Ex.: Mt 9.3; 1Sm 12.7-13; Jo 4.17-18,29; At 5.3; 9.11-12,17.
II. O que deve nos mover:
Este capítulo 13 está bem no meio de dois capítulos que falam sobre os dons espirituais, que falam de poder sobrenatural, que enche os olhos dos que vêem. Porque este capítulo esta aqui? Não estaria em lugar errado? O que dom tem haver com amor?
Notamos que Paulo termina o capítulo 12 falando que iria mostrar um "caminho sobremodo excelente" e este caminho é o amor. Lembrem-se que os dons são concedidos pela graça do Senhor para desempenharmos o nosso serviço, mas o amor é fruto do Espírito na formação do nosso caráter.
O que Paula está deixando claro aqui: é que o amor é o único meio correto de manifestar os dons. Muitos buscam os dons espirituais para sua auto-glorificação, com a motivação de chamarem a atenção sobre si. Nós não podemos buscar os dons como um meio de nos projetarmos, mas sim, com a motivação correta que é o amor para servir os nossos semelhantes.

III. O que devemos fazer:
1) Os enganos com respeito aos dons:
A) A quem pertencem os dons?
Dois erros: 1) Nós somos os donos do dom. e 2) Os dons são do Espírito, como o Espírito está em nós, logo, podemos manifestar todos os dons quando quisermos.
Correto: Os dons são do Espírito Santo e ele concede a cada um quando lhe apraz, quando ele quer. (1Co 12.11).
B) Duplicidade de dons:
Língua + Interpretação de língua = Profecia
Em 1Co 14.5, Paulo não está dizendo que as línguas quando interpretadas se tornam profecia. Ele está dizendo que estão no mesmo nível de edificação.
C) Confusão sobre o dom de interpretação de língua:
Quem fala em línguas fala a Deus. Como posso interpretar Deus falando ao homem? Aqui está um erro muito comum na igreja. Sempre que houver a manifestação deste dom será o homem falando a Deus e nunca o contrário.
D) Misticismo infantil:
Exageros na manifestação dos dons, tais como: Chiados, tremores, arrepios, emocionalismo e etc....
Não é que isto não possa acontecer, o problema está em condicionarmos a manifestação dos dons a isto. (1Co 14.27-30).
E) Confusão sobre o dom de profecia:
1º Voz cavernosa e na primeira pessoa, (Eu o Senhor vos falo).
2º Palavra diretiva. Ex.: Com quem casar, para onde ir, e etc....
A profecia é para edificação, exortação e consolo. Aqui está um problema grave na igreja, muitos aceitam a profecia (que deve ser julgada) do que a palavra de Deus revela.
F) Os dons substituem as autoridades delegadas:
Existem um grande perigo em usarmos algumas pessoas que Deus tem manifestado dons, como se fossem videntes, futurólogos, como horóscopo evangélicos. Devemos ter todo cuidado. O Senhor nos adverte em Dt 13.1-5 e em Cl 2.18-19. Deus não governa pelos dons, mas pelos ministérios (1Co 12.28).
G) Os dons são usados como atrativos para os incrédulos:
Isto produz orgulho, auto-glorificação, exibicionismo e exaltação própria. Ex.: Dorcas (At 9.36-42). Jesus nunca usou desta forma, sempre, pediu que não contassem a ninguém (Mt 8.1-4).
2. Conselhos do Espírito Santo para sua Igreja com respeito aos Dons Espirituais:
a) Procurar com zelo os dons - só procuramos aquilo que nos interessa e sentimos falta. Como procurar? Através da: oração, jejum, vigílias, etc...
b) Procurar progredir (1Co 14.12-13). Ex.: engatinhar, andar...
c) Com respeito ao dom de línguas (1Co 14.27-28).
d) Com respeito ao dom de profecia (1Co 14.29-33).
e) Com respeito a participação de todos (1Co 14.26).
f) Faça-se tudo para a edificação (1Co 14.26) e com decência e ordem (1Co 14.40).
Amados, "segui o amor; e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar" 1Co 14.1.
A UNIDADE DA IGREJA

Quando falamos da restauração da igreja, nenhum aspecto é mais importante, mais sublime e mais chegado ao coração do Senhor do que o aspecto da unidade. Também, nenhum assunto é tão controvertido, e tão atacado por satanás como este. Certamente, isto é o que ele mais teme.
I. A Oração de Jesus (Jo 17.18-23).
Esta oração revela os anseios mais íntimos do coração do Senhor. Todo aquele que sinceramente ama ao Senhor, deveria prestar muita atenção ao que se revela aqui. Vejamos quatro coisas que são claras nesta passagem.
1. QUAL O PADRÃO (NÍVEL) DE UNIDADE QUE O SENHOR QUER.
O vs. 21 nos mostra: "como és tu, o Pai em mim e eu em ti, também sejam eles em nós". Este é o nível que o Senhor requer para nossa comunhão. Podemos imaginar algum tipo de discórdia, desavença, disputa ou desacordo entre o Pai e o Filho? E uma unidade perfeita, e assim deve ser conosco.
Alguns dizem: "eu aceito os irmãos de qualquer denominação". Isto é melhor do que nada, mas não é o padrão que satisfaz nosso Senhor. Watchaman Nee dizia que isto é dar as mãos por cima do muro.

2. ONDE ESTA UNIDADE DEVE SER PROCESSAR ?
Alguns dizem: "Lá no céu vai ser uma maravilha, lá não vai ter batista, nem pentecostal, nem presbiteriano. Só vai haver uma igreja". A pergunta que devemos fazer é: "mas lá no céu tem mundo? O vs. 21 diz: para que o, mundo creia". Jesus fala de unidade aqui na terra, que mostre ao mundo o que é o amor d'Ele derramado nos corações (ver Jo 13.34-35; At 2.44,47; 4.32; 5.13).
3. ESTA UNIDADE É ESPIRITUAL É INVISÍVEL OU PRATICA E VISÍVEL?
O argumento é o mesmo da pergunta anterior. Como o mundo vai ver o amor dos discípulos se a unidade foi invisível? SE É PARA QUE O MUNDO CREIA, DEVE SER ALGO QUE O MUNDO VEJA. Entretanto, aqui necessita um maior esclarecimento. Há na verdade, três expressões da igreja:
A . A IGREJA UNIVERSAL (Mt.16.18; Hb 12.22-23: At 9.31).

Sergio Franco Pr.



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